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Para viajantes

Cruzeiros pelo Alasca: geleiras, baleias e uma natureza gigante

Geleiras que se partem e caem na água enquanto você olha, baleias que sobem para respirar ao lado do navio e montanhas que fazem todo o resto parecer pequeno. O Alasca é um roteiro que fica na memória por décadas.

Também é o roteiro que mais recompensa o planejamento: temporada curta, voo longo e uma viagem que vale a pena fazer bem feita.

O que torna diferente

  • A navegação é a atração: horas olhando gelo, florestas e costa
  • Os animais fazem parte da viagem: baleias, águias e às vezes ursos na margem
  • Clima fresco mesmo em julho: camadas e jaqueta impermeável, não roupa de banho
  • Cidadezinhas de fronteira em vez de balneários, aonde quase só se chega por mar ou por ar

Como chegar saindo do Brasil

Os cruzeiros clássicos saem de Seattle (Estados Unidos) ou de Vancouver (Canadá). Do Brasil, a viagem é longa e quase sempre com conexão nos Estados Unidos. Chegue um ou dois dias antes do embarque: o navio não espera ninguém. O ponto mais importante são os documentos: a maioria dos roteiros passa pelos Estados Unidos e pelo Canadá, então brasileiros precisam do visto americano e de visto ou autorização eletrônica (eTA) do Canadá, conforme o caso. Resolva isso antes de comprar as passagens.

Um roteiro típico

O cruzeiro clássico é uma viagem de 7 noites, ida e volta, pela Passagem Interior saindo de Seattle ou Vancouver. Também há roteiros só de ida pelo golfo do Alasca, muitas vezes combinados com alguns dias em terra perto de Denali. Veja como pode ser uma semana típica. É um exemplo, não uma saída específica: os portos e a ordem dependem do navio e da temporada.

  1. Dia 1Seattle ou Vancouver Embarque à tarde.
  2. Dia 2Navegação pela Passagem Interior Canais estreitos, ilhas cobertas de floresta e as primeiras chances de ver baleias.
  3. Dia 3Juneau A capital do Alasca, aonde só se chega por mar ou por ar. Passeios para ver baleias e a geleira Mendenhall.
  4. Dia 4Skagway Uma cidade da corrida do ouro, com calçadas de madeira e o trem histórico até White Pass.
  5. Dia 5Dia das geleiras Navegação por Glacier Bay, Tracy Arm ou rumo à geleira Hubbard: para muita gente, o ponto alto da viagem.
  6. Dia 6Ketchikan Totens, a antiga Creek Street e salmões nos riachos no fim do verão.
  7. Dia 7Victoria A capital da Colúmbia Britânica, com jeito bem inglês, muitas vezes a última escala.
  8. Dia 8Seattle ou Vancouver De volta ao porto de partida, normalmente pela manhã.
Bom saber: a geleira que você vai ver depende do roteiro e das autorizações, e o gelo ou o tempo podem limitar o quanto o navio se aproxima. Confira sempre o roteiro da saída escolhida.

Os melhores meses para ir

O Alasca tem uma temporada curta, mais ou menos de maio a setembro — justamente o nosso inverno e as férias de julho:

MêsClimaPrósContras
MaioFresco, cerca de 8–15 °CMenos gente, ainda neve nas montanhasAlguns passeios e trilhas ainda não abriram
JunhoAmeno, cerca de 12–18 °COs dias mais longos, boas chances de ver animaisMês muito procurado
JulhoO mais quente, cerca de 14–20 °CO tempo mais estável da temporadaO mês mais cheio
AgostoAmeno, cerca de 13–19 °CA subida do salmão — e os ursos que vêm pescarMais chuva, principalmente no sul
SetembroFresco, cerca de 9–14 °CCores de outono, portos mais tranquilosA maior quantidade de chuva, dias mais curtos, fim de temporada

Temperaturas diurnas aproximadas. Ketchikan é uma das cidades mais chuvosas da América do Norte: conte com chuva em qualquer mês.

O que levar

  • Uma jaqueta impermeável: o item mais importante da mala
  • Camadas: um fleece ou uma jaqueta leve de pluma para pôr e tirar
  • Gorro e luvas para o dia das geleiras no deck
  • Calçado impermeável com boa sola
  • Binóculos: baleias e águias costumam estar longe
  • Câmera ou celular com bom zoom
  • Repelente para as caminhadas no interior
  • Máscara de dormir para as noites claras de verão

Para quem é, e para quem não é

Combina com você se

  • ama natureza, animais e fotografia
  • quer uma viagem única na vida e topa planejar
  • prefere ver lugares selvagens sem grandes caminhadas
  • viaja num ritmo tranquilo, por exemplo depois dos 60
  • não se importa com tempo fresco e chuvoso

Talvez não seja para você se

  • quer calor e praia
  • não tem o visto americano nem pretende tirar
  • se interessa mais por cidades e cultura
  • tem poucos dias: só os voos tomam quase um dia na ida e outro na volta

Perguntas frequentes

Qual é a melhor época para um cruzeiro pelo Alasca?

De junho a agosto o tempo é melhor e os dias são mais longos. Maio e setembro são mais tranquilos, mas mais frescos e chuvosos.

Vou ver baleias e ursos?

Baleias aparecem em muitas saídas, principalmente perto de Juneau. Os ursos são menos previsíveis e costumam ser vistos em passeios, não do navio. Ninguém pode garantir nenhum dos dois.

Preciso de visto?

Sim. A maioria dos roteiros passa pelos Estados Unidos e pelo Canadá: brasileiros precisam do visto americano e, para o Canadá, de visto ou de autorização eletrônica (eTA), conforme o caso. Confira as regras antes de comprar as passagens.

Ida e volta ou só ida?

As viagens de ida e volta saindo de Seattle ou Vancouver percorrem a Passagem Interior. Os roteiros só de ida pelo golfo do Alasca vão mais ao norte e combinam com quem quer somar dias em terra, por exemplo perto de Denali.

Faz muito frio?

Não é frio de inverno: no verão faz uns 12 a 20 °C durante o dia. Mas no deck, diante de uma geleira, a sensação é bem mais fria. Com camadas e uma boa jaqueta, dá tudo certo.

Por que aqui vale planejar cedo

A temporada é curta, então as melhores saídas são reservadas cedo — e é uma viagem que a maioria prepara durante meses. As condições do clube são as mesmas de qualquer roteiro, e você escolhe uma forma de pagar por reserva: o preço de membro (INsider Pricing) ou os seus Reward Points, que podem cobrir até 50% do valor do cruzeiro; as duas não se somam na mesma reserva. Para pagar até 100% em pontos, é preciso ter acumulado pontos suficientes e reservar com 270 dias ou mais de antecedência.

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